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Tendências para a Educação em 2016

(Texto de Caio Dib)

O que vai acontecer na Educação em 2016 e como você pode participar ativamente da educação de seus filhos, seguindo as últimas tendências na área?

Por mais que as tendências de inovação na educação pareçam restritas às escolas privadas, elas já acontecem também em instituições públicas, como a paulista EMEF Amorim Lima  ou a cearense EEEP Alan Pinho Tabosa.

Diversos estudos (links compartilhados no quadro a seguir) apontam as tendências na educação para professores e estudantes, familiares e empreendedores. Nesse post especificamente, vou compartilhar os resultados do InnoveEdu, novo estudo realizado em 2015 pelo Instituto Inspirare [<www.inspirare.org.br>], em parceria com especialistas brasileiros e estrangeiros – como Heloisa Neves e David Albury. Vou também citar algumas dicas práticas para familiares tornarem o aprender e o ensinar um processo muito mais significativo e interessante, com base nessas tendências.

(Datas de acesso: 2 fev. 2016).

O recém-lançado portal InnoveEdu reúne 96 “experiências espalhadas pelo mundo que traduzem cinco importantes tendências capazes de tornar o aprendizado significativo e conectado com as demandas do século 21”, conforme se enuncia no próprio site. O objetivo principal do portal é inspirar lideranças e servir como fonte de referência para diversos atores do sistema educacional atuarem nos próximos anos. O projeto foi realizado por um dos braços do Instituto Inspirare, o Porvir – um dos principais portais sobre educação e inovação do Brasil –  em parceria com três organizações com experiência em pesquisa e disseminação de inovações educacionais: Edsurge (Estados Unidos), Innovation Unit (Reino Unido) e WISE (Catar).

Confira algumas das tendências mapeadas e referências sobre como aproveitá-las na educação de seus filhos e de outras crianças:

  • Competências para o século 21: mais do que seu filho saber o conteúdo em si das matérias, ele precisa ter uma visão crítica e saber o que fazer com esse aprendizado. Trabalhar em grupo, ser empático, saber se comunicar, entre outras habilidades e competências, estão ganhando cada vez mais espaço na sociedade e no mercado de trabalho. O Porvir oferece diversas dicas de recursos – desde jogos de tabuleiro até videoconferências –, maneiras de se relacionar, entre outras, para o desenvolvimento de competências socioemocionais.
  • Personalização: cada pessoa aprende em um ritmo e de uma maneira diferente. Por isso, metodologias e ferramentas que garantem a personalização da aprendizagem estão cada vez mais em voga. É a proposta, por exemplo, da Geekie, uma plataforma de ensino personalizado que já ajudou mais de 5 milhões de jovens nos estudos e na preparação para o ENEM. Talvez a estratégia mais importante para a personalização do aprendizado seja a criação de planos individuais de estudo e, principalmente, avaliações que garantam uma real medida do desenvolvimento do estudante em sua jornada de aprendizado, tanto em resultados concretos como em todo o processo.
  • Experimentação: nos dias atuais, a escola e outros espaços educativos estão começando a buscar maneiras de desenvolvimento cognitivo e não cognitivo, em que crianças, jovens e adultos se desenvolvam “colocando a mão na massa”. Com a produção de projetos, é possível aprender conteúdos de diversas disciplinas, além de desenvolver habilidades e competências durante o processo. Vale a leitura do artigo “O movimento maker poderá se infiltrar nas salas de aula convencionais?” e o acesso ao Canal Manual do Mundo. Na internet, há diversas outras referências que subsidiam e apoiam seus filhos a tirar as ideias do papel, construindo engenhocas com e sem o uso da tecnologia, como o Ciência Lúdica e canais no Youtube Educação .

  • Uso do território: a escola não é o único lugar em que se pode aprender algo. O uso da cidade para aprender e ensinar também é uma grande tendência. É possível falar sobre Química na oficina mecânica ou frequentar um museu em uma aula que trata do tema exposição. Outros espaços estão cada vez mais parceiros da escola para o desenvolvimento cognitivo. O livro Bairro-Escola: passo a passo http://www.unicef.org/brazil/pt/bairro_escola.pdf aborda profundamente o uso do território para educar e apresenta uma sistematização do aprendizado para a criação de um bairro educador, no qual crianças e jovens aprendem e ensinam mediante recursos do bairro, usando, por exemplo, a padaria, para ter contato com a matéria de Química, ou a quadra de esportes, para desenvolver a aula de Educação Física.
  • Novas certificações: atualmente, existem diversas possibilidades de aprender e ensinar além da transmissão de conteúdos dentro da escola ou da universidade. “Os diplomas de conclusão de etapas de ensino não dão mais conta de comprovar todas as competências adquiridas ao longo da vida”, atesta o estudo InnoveEdu. Por isso, a existência de projetos como o Open Badges, da Fundação Mozilla em parceria com a Fundação MacArthur – em que se distribuem medalhas digitais certificadoras de aprendizados adquiridos virtualmente ou fora do ambiente escolar e que podem ser adicionadas em perfis de redes sociais, sites de emprego e blogs.

Espero que esses nortes e referências ajudem a criar jornadas de aprendizagem, dentro e fora de casa e da escola, cada vez mais significativas e criativas! Contem comigo nessa empreitada!

 

Caio Dib é criador do Caindo no Brasil. Ele adora trocar ideias e organizar cafés; então, entre em contato pelo www.facebook.com/caio.dib ou caiodib@caindonobrasil.com.br, para continuar essa conversa.

 

 

2 Comentários

  1. Maria doSocorro Vasconcelos

    Gostei da ideia e quero ficar atualizada com vocês!

    Responder
    1. Caio Dib

      Obrigado, Maria! Seguimos juntos, continue acompanhando a Contemporânea Brasil e vamos trocando! 🙂

      Responder

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