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Qual é a sua melhor versão?

(Texto de Ivonete Lucirio)

Comparar-se com os outros é importante apenas para descobrir o que é possível melhorar em si mesma. Mas é preciso cuidado para não perder a própria essência.

Existe um ditado muito singelo que diz: se você não pode ser uma árvore, seja um arbusto. Mas seja o melhor arbusto que conseguir. Há quem já se pegou imaginando: como eu queria ser a supermodelo Gisele Bundchen ou a chanceler alemã Angela Merkel. Não há nada de errado em admirar outras pessoas, buscar adquirir algumas das características delas. Mas é preciso ter clareza de que a melhor Gisele ou a melhor Angela do mundo sempre será a versão original. O que você tem de buscar é a melhor versão de si mesma.

“A pergunta que temos de fazer é: o que fiz hoje que poderia fazer melhor sem atrapalhar meus valores”, sugere Bel Pesce, fundadora da FazINOVA, escola que ajuda pessoas a realizarem seus sonhos, e responsável pelo site Caderninho da Bel. O site contém vídeos por meio dos quais Bel dá dicas de comportamento e de desenvolvimento pessoal e profissional. “É preciso parar para pensar qual é sua própria melhor versão”, completa ela.

A tendência em se comparar com os outros é inerente do ser humano. Na área da psicologia existe até uma Teoria da Comparação Social. De acordo com seus pressupostos, o ser humano vive em um constante conflito: apesar da necessidade de pertencer a grupos, deseja ser diferente, especial, seja na família, seja entre os amigos, no trabalho. “Mas, mesmo buscando ser especiais, tendemos a querer aquilo que o outro tem e nós não”, explica a psicóloga social e de família Lana Harari. O complicado é que buscamos sempre ser melhor que o outro, em vez de procurar ser melhor que nós mesmas. A Economia Comportamental criou experimentos que demostram que o sentimento de felicidade é relativo. Se uma pessoa fica sabendo que recebeu um aumento de R$ 5 000 no salário, ela fica feliz até descobrir que seus colegas receberam o dobro. De outro lado, as pessoas ficam mais felizes ao receber menos, R$ 3 000, desde que os colegas só tenham recebido R$ 1 000,00.

Apesar de a comparação ser uma tendência humana, vale a pena se empenhar para descobrir a própria essência e como aperfeiçoá-la. A melhor versão de nós mesmas pode mudar de um período para outro da vida, conforme interesses e prioridades que vão sendo elegidas em cada fase. Em determinado momento, podemos investir mais no papel de mãe; em outros, no de profissional, esposa, amiga, filha, estudante. Mas existem algumas estratégias a serem seguidas, para extrair o que temos de melhor sempre, de acordo com Lana Harari. Para isso, ela enumera aspectos concretos e abstratos.

Concretos:

  • Cuidar bem da saúde e da alimentação.
  • Ficar atenta à estética, para obter maior satisfação pessoal: tratamentos, roupas, cabelos, unhas etc.
  • Administrar a vida financeira, corrigindo problemas e lidando melhor com o dinheiro.
  • Buscar aprender, crescer e fazer a diferença no mundo por meio da vida profissional.
  • Alimentar relações de convivência na família, na vida social.

Abstratos, fazendo a diferença:

  • Nas ações.
  • Nas reações.
  • Nas escolhas e na capacidade de tomar decisões.
  • No aprendizado com os erros.
  • Na gratidão.
  • Desenvolvendo a empatia pelos outros e o respeito pelo espaço de cada um.
  • Aceitando o que não pode ser mudado.
  • Tratando bem os outros e promovendo ações que façam a diferença em suas vidas.

Não podemos esquecer que cada um tem suas próprias características. “Nossa história de vida é diferente e cada um deve construir seu próprio caminho, fazendo as adaptações necessárias para chegar aonde se quer estar”, enfatiza a psicóloga Olga Tessari, autora do livro Dirija sua vida sem medo (à venda pelo site http://ajudaemocional.tripod.com/). “Em vez de se comparar com os outros, o melhor mesmo é aprender com a experiência deles, evitar os mesmos erros, mas com orgulho de ter trilhado o caminho com os próprios passos”, completa ela.

 

Texto de Ivonete Lucirio, jornalista que adora escrever para revistas – digitais ou impressas. Escreve artigos para várias publicações de circulação nacional, é autora de livros paradidáticos e já ministrou oficinas de escrita criativa.

 

 Ilustração de destaque de Carlos Asanuma, mais conhecido por Asa. Trabalhou muitos anos em editora de livros didáticos, como Editor de arte, e agora dedica seu tempo ao desenho. Desenha desde criança. Ilustrou para revistas, jornais, publicações empresariais e livros didáticos. Além de desenhar, curte muito fotografia; adora fotografar insetos.

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