Não permita que ninguém lhe diga que você não vai conseguir

(Texto de Marcel Camargo)

Todos temos nossas opiniões sobre aqueles com quem convivemos, pois o dia a dia nos aproxima das pessoas e acabamos as conhecendo cada vez mais. E, embora essa proximidade nos permita aconselhá-las e opinar sobre suas vidas, não poderemos, em hipótese alguma, determinar-lhes o futuro, como se fôssemos deuses ou videntes, uma vez que a muitos nossas palavras serão ouvidas e levadas em conta.

Pessoas são incríveis, surpreendem, são capazes de superar o que jamais imaginaríamos, de chegar a lugares que pensávamos serem inalcançáveis, de agirem de forma totalmente inesperada. Isso porque ninguém tem a noção exata do tanto que possui dentro de si, da real potencialidade que carrega, do quanto suas ações podem salvar a si mesmo e aos demais.

Costumamos nos julgar bem abaixo do que na verdade estamos, duvidando de nós mesmos, temendo o erro, o fracasso, fugindo aos possíveis nãos que poderemos ouvir vida afora. Por essa razão, ninguém precisa nos desestimular, dizendo que aquilo não é para nós, que não conseguiremos obter certas coisas, ou que jamais seremos felizes se fizermos isso ou aquilo outro. Nós mesmos já temos a tendência a diminuir o alcance de nossa imensidão.

Não podemos permitir que o medo, a dúvida e a autoestima frágil se tornem obstáculos ao nosso caminhar seguro, à firmeza de nossas convicções e de nossos sonhos, mesmo os mais altos. Da mesma forma, não devemos dar ouvidos às palavras de desânimo, à negatividade circundante, ao descrédito que o outro tenta nos incutir. Caso haja chances, por ínfimas que sejam, de acontecer, sigamos em frente, a despeito de toda torcida contrária que tivermos de enfrentar nesse percurso.

Ninguém tem o direito de dizer ao outro que ele não irá conseguir isso ou aquilo, porque ninguém tem o direito de determinar o destino de vidas que não são suas. Quem deve saber aquilo de que somos capazes com propriedade somos nós mesmos, ou seja, não podemos achatar nada aqui de dentro por causa de palpites alheios. Porque, como já se disse, somos do tamanho de nossos sonhos e sonhos não têm limites, assim como nós.

 Marcel Camargo Silveira é professor licenciado em Letras e Mestre em História, Filosofia e Educação, pela Unicamp/SP. Leciona na Educação Básica e em cursos superiores, além de ser colunista nas empresas Conti Outra, Obvious, O Segredo, Resiliência Humana, A Soma de Todos os Afetos, Psiconlinebrasil, Vida em Equilíbrio, Covil da Discórdia. Possui uma Fan Page no facebool, para acessá-la clique aqui.

 

 Ilustração de destaque de Carlos Asanuma, mais conhecido por Asa. Trabalhou muitos anos em editora de livros didáticos, como Editor de arte, e agora dedica seu tempo ao desenho. Desenha desde criança. Ilustrou para revistas, jornais, publicações empresariais e livros didáticos. Além de desenhar, curte muito fotografia; adora fotografar insetos.

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