É possível aprender qualquer coisa, com qualquer pessoa, em qualquer lugar

(Texto de Caio Dib)

Um encontro para aprender finanças pessoais; outro, para crianças aprenderem a fazer ovos de Páscoa; em mais um, é possível aprender a mergulhar em uma experiência única em Angra dos Reis. Todas essas oficinas aconteceram. Pessoas com algum talento – que nem sempre é usado profissionalmente – resolveram compartilhar o que sabem com outras que querem aprender.

Essas trocas aconteceram e decorreram de novas maneiras de aprender e ensinar que estão surgindo a partir de uma cultura baseada na colaboração e potencializada pelos recursos tecnológicos. Plataformas como Cinese.me, Udemy e Nos.vc possibilitam que qualquer pessoa se torne aprendiz ou professor nos assuntos de domínio ou interesse. Essa nova maneira de ensino-aprendizagem é conhecida como Crowdlearning.

Em plataformas como o Cinese e o Nós.vc, é possível cadastrar uma proposta de encontro ou curso presencial pago ou gratuito. As pessoas interessadas conferem as informações e se inscrevem. No Udemy, também existem centenas de cursos, muitos a baixo custo, produzidos por pessoas de todo o mundo e que podem ser feitos on-line.

Crédito: © https://nos.vc/pt

Tecnologias como essas trazem uma verdadeira revolução para a área da educação. Primeiro, por possibilitar que estudantes e professores entrem em contato com assuntos que não estão no currículo formal e desenvolvam habilidades e competências pouco trabalhadas na escola. Além disso, as pessoas se tornam protagonistas de suas próprias jornadas de aprendizagem e conseguem usar todo o poder da rede – do crowd – para alcançar as metas desejadas. Isso faz com que cidadãos ativos e articulados possam se tornar verdadeiros atores de mudanças sociais em um futuro próximo.

Esses jovens estão construindo um novo mindset social: selecionam encontros que combinam com seus interesses pessoais, criando uma cultura em que aprender com o outro é melhor do que aprender sozinho. O dramaturgo Bernard Shaw dizia: “Se você tem uma maçã e eu tenho outra, e nós trocamos as maçãs, então, cada um terá sua maçã. Mas se você tem uma ideia e eu tenho outra, e nós as trocamos; então, cada um terá duas ideias”. Assim, programadores, designers, advogados, professores, chefs de cozinha, estudantes, mães e pais, qualquer pessoa pode se unir a outra e compartilhar e unir sonhos, aprender juntas e criar projetos.

 Caio Dib é criador do Caindo no Brasil. Ele adora trocar ideias e marcar cafés, então, entre em contato pelo www.facebook.com/caio.dib ou caiodib@caindonobrasil.com.br para continuar essa conversa.

Crédito da foto principal: scyther5/Shutterstock

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